Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca, o pano vai se desgastando, rasgando, a porcelana racha, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção, e de repente: Cadê a boneca que tava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso, e aí já é tarde demais. Virou gente, e então fica tudo mais complexo, as coisas saem de controle. Aí diz uma coisa, repete, diz uma coisa, e nós aqui, vendo outra coisa. Contradição. Confusão. Como cantou Cazuza: Tuas ideias não correspondem aos fatos! E essa confusão grita aos olhos do público. Quem é você? Você sabe? O que você deseja? O que você faria se pudesse escolher, você sabe?
Pedro Bial.    (via quaseumromeu)

(Source: a-q-u-a-r-e-l-a)

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Quem foi disse que eu tenho medo do amor? Não, não é nada disso. Não tenho medo do amor. O que eu temo é o que ele causa. Como aquela sensação de que as músicas que tocam no rádio foram escritas baseadas em algum relacionamento que eu já tive. Ou então todas as inseguranças e responsabilidade que eu acabo assumindo por amar alguém. As preocupações com pequenas coisas e o medo excessivo de perder. Aquele ciúmes agonizante por alguém apresentar perigo ou simplesmente pela possessividade. O problema não é o amor, e sim os efeitos colaterais. As noites de sono perdidas e a maneira como deixo de me cuidar, visando ser cuidada por alguém e quando não, ocupando meu tempo cuidando. Deixar de ser a minha própria prioridade, e depois quando tudo der errado, sofrer pelo o que eu fiz ou pelo o que eu não deveria ter exitado em fazer. Principalmente, temo todos os efeitos que o amor causa porque, no começo são as melhores sensações do mundo e depois que termina, fico sempre com a mesma pergunta em mente: “O que eu tinha na cabeça pra fazer aquilo?”
“Quando o amor vira uma droga.” Gabriela Machado. (via copodeleite)
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Eu chorava e não entendia, apenas não entendia, e não entender dói, e a dor fazia com que eu chorasse. Eu sentia saudade, uma saudade apertada da gente, principalmente da gente.
Caio Fernando Abreu.  (via atitudedejovens)

(Source: cerimoniais)

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